“Eu só quero isso. Alguém que chegue, me faça rir, permaneça. Que dispute comigo no final do dia, quem ama mais. Eu só quero isso, um pouquinho de amor, de carinho. Quero alguém que fique, por mais difícil que esteja. Um sol, pra me fazer de Terra, e girar em torno. Para me iluminar, por mais que a escuridão aparente não ir embora. Alguém, para rir das piadas mais estúpidas do mundo. Quero alguém, que exista apenas em mim, quero existir em alguém. Ser o mundo de alguém. Quero alguém que, no final de um diálogo, diga tchau, pelo menos umas 5 vezes, e depois de tudo, apenas, esqueça de ir embora.”

Fernando Moura.

“Eu desisti de muita coisa, atropelei muitas outras. Corri por lugares que eu poderia ter passado devagar. Fiz passo onde eu não deveria me demorar. Por você eu havia me mudado, ré-mudado, se mudado. E agora sem você, eu não sei mais quem sou. Você me ensinou a ver a vida de um outro modo. Um modo mais feio, mais frio, mais crú. Bem diferente do que eu costumava pintar. E aqui, sem identidade ou endereço certo, eu viro e mexo nas lições que você deixou. Na saudade que em meu peito se alastrou. Estou inquieta amor, estou aflita por não ser mais o seu amor.”

Detalhares.